
No dia em que se completam 126 anos do fim da escravidão no Brasil, a USCS homenageia o cisne negro, Cruz e Sousa.
João da Cruz e Sousa nasceu em Florianópolis em 1861. Filho de negros alforriados recebeu uma primorosa educação pelas mãos de seu tutor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa. Falava várias línguas: francês, latim, grego. Dedicou-se também ao estudo das chamadas Ciências Naturais, como a Matemática e a Biologia.
Embora haja algumas críticas em relação a sua omissão em relação à questão da escravidão, há afirmações de que ele tenha militado em combate ao preconceito racial e à escravidão, em especial em seus textos engajados publicados no jornal Tribuna Popular.
Teve quatro filhos em seu casamento com Gavita Gonçalves, todos falecidos prematuramente pelo mau que acometia à época: a Tuberculose, que também levou o poeta aos 37 anos incompletos.
Sua obra, marcadamente simbolista, é uma obra de forte caráter musical, com apelos ao sensualismo onde vemos presentes o desespero em suas criações relativas à dor, influência de suas leituras do poeta francês Baudelaire.
Fundou jornais, proferiu palestras, esteve sempre presente em campanhas abolicionistas, que aconteciam nas reuniões carnavalescas da sociedade Diabo a quatro.
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