
O sistema de saúde brasileiro tem se preocupado em usar técnicas e recursos terapêuticos tradicionais para auxiliar em um trabalho de prevenção e tratamento de uma série de problemas. Neste ano, o Brasil incorporou dez novos procedimentos à lista de Práticas Integrativas e Complementares (PICS).
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem adotado medidas inovadoras nos últimos anos, e passou a oferecer uma variedade de procedimentos de forma gratuita para a população. A ideia é unir as práticas da medicina tradicional com métodos complementares. A justificativa é que muitas dessas técnicas podem ser um grande auxílio para pessoas que sofrem com depressão, hipertensão e uma série de doenças crônicas.
Práticas Integrativas e Complementares no Brasil
As discussões sobre o tema despontaram no final da década de 1970, e com o passar dos anos essa ideia foi se estabelecendo e ganhando força. Hoje, o Brasil se tornou referência mundial nesse tipo de prática na atenção básica de saúde.
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1. Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde.
2. Contribuir para o aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso à PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares), garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso.
3. Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades.
4. Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde.
(Fonte: saude.gov.br)
Novas práticas
• apiterapia;
• aromaterapia;
• bioenergética;
• constelação familiar;
• cromoterapia;
• geoterapia;
• hipnoterapia;
• imposição de mãos;
• ozonioterapia;
• terapia de florais;
O professor coordenador Rodrigo Fabrizzio, do nosso curso de Pós-Graduação em Terapias Integrativas e Complementares na Saúde, afirma que um profissional dotado de conhecimentos para essa área tem muito a oferecer para a melhora do Sistema Único de Saúde: “Lembrando que as PICS não substituem o tratamento médico tradicional, e sim são usadas como um complemento, um auxílio para colaborar com a eficiência do tratamento e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente”.
Contudo, a procura por esse tipo de tratamento tem aumentado significativamente no Brasil. “Os atendimentos individuais chegam a mais de 70% na atenção básica, mais de 10% na atenção média e a menos de 5% na atenção de prioridade alta”, afirma o professor.
Especialização na área
A aprovação de novas práticas para integrar a lista das PICS do SUS abriram uma lacuna de profissionais com conhecimento para atuar na área. A USCS está lançando a Pós-Graduação em Terapias Integrativas e Complementares na Saúde. A criação deste curso está fundamentada no atendimento de pessoas, tanto para prevenção quanto para tratamentos complementares de alguma enfermidade.
A aprovação das novas técnicas que irão compor a lista das PICS é um grande avanço para o sistema de saúde brasileiro. “O profissional especializado nesta área tem a capacidade de colaborar para o aprimoramento de técnicas e servirá de grande auxílio para o tratamento de uma série de enfermidades”, finaliza Rodrigo Fabrizzio.
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